ENTREVISTA
Conhecimento e interação
Leonardo Barbosa Soares é coordenador de projetos-quati da IDS.
eNews: Qual é a tua impressão geral sobre o workshop?
Leonardo Barbosa Soares: Valeu, e muito, para reforçar alguns conhecimentos que eu já tinha, inclusive alguns dos papers que vamos apresentar no Congresso estão relacionados com algumas técnicas abordadas neste workshop e é legal saber que nós estamos na ponta das técnicas de segmentação. Achei que foi muito interessante também o contato com outras empresas de pesquisa e clientes. Tivemos total abertura pra interagir com o palestrante e esclarecer nossas dúvidas. Às vezes você vai a workshops em que você não consegue perguntar ao palestrante aquilo que te aflige (risos).
eNews: Poderia dar um exemplo?
Soares: Ele falou um pouquinho sobre choice models e tinha uma técnica e uma variação da técnica, um detalhe de ponderação das opiniões dos teus respondentes que eu não conhecia. A própria técnica de Latent Classes Analysis é algo muito recente e veio reforçar um conhecimento que eu já possuía, mas mesmo reforçando acabou trazendo muita coisa nova também, muita informação nova. Isso é muito importante num evento desses.
eNews: Você acha correta a proximidade de um workshop como este do Congresso Brasileiro de Pesquisa?
Soares: Para mim e para outras pessoas da empresa, o fato de ter ocorrido um dia antes do evento, foi conveniente pelo fato de você já vir para o congresso. A duração, oito horas, também é o modelo que te permite uma boa interação com o palestrante. Em sua palestra no congresso, com o tempo exíguo que disporá, Steve Cohen jamais terá tempo para falar tudo o que disse no workshop. Ele fará uma síntese, que será brilhante, porém uma síntese. Acho fundamental, para os próximos workshops, manter convidados de ponta, pois isso é o maior atrativo para o evento.
eNews: A presença de profissionais de pesquisa de empresas-clientes é bem-vinda em encontros desta natureza?
Soares: Acho ótimo. Se o cliente não conhece a técnica, e o que essa técnica pode te dar, você tem uma dificuldade adicional no teu projeto, porque precisa vender a solução encontrada e também a técnica inovadora. Existe no mercado uma certa resistência ao uso de técnicas novas. Um dado que ele nos deu: 75% das pesquisas utilizam de modo equivocado um algoritmo que é tradicional. Quer dizer, que tipo de segmentação que a gente está fazendo, meu Deus? Um profissional como ele, que está nas fronteiras da técnica, ao indicar claramente o erro coloca nisso muito mais peso e facilita o nosso trabalho. E para o cliente, idem.
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